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Diários de uma Quarentona

EU SOU, os meus pensamentos, valores, hábitos, hobbies e tudo que faço para manter o equilibro físico e mental. Ler, escrever, música, dançar, meditar, cozinhar, estudar e tudo aquilo que me faz feliz.

Diários de uma Quarentona

Santiago do Cacém - Pelos olhos de uma Barreirense

Venham daí, dar uma olhadela a Santiago do Cacém...

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Domingo cultural e desportivo, não fiz a Maratona de Lisboa, mas foi uma caminhada e pêras, até ao Castelo de Santiago do Cacém! Adoro esta combinação, de caminhada, cultura e fotografia, 3 em 1. Sem dúvida, fiquei mais rica, no final desta aventura. Não me saiu o euromilhões e contínuo a contar os trocos, mas mesmo assim enriqueci. Existe sempre algo positivo a celebrar, estar em paz, conhecer pessoas e lugares, que nos inspiram.

Sou grata por isso 

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Santiago do Cacém é uma cidade do distrito de Setúbal, o seu nome deriva, do Governador Moura Kassim e da Ordem do Santiago, é a sede do município, (sendo um dos maiores municípios de Portugal).

Quando me mudei para esta zona, visitei alguns locais, como a Estação Arqueológica de Miróbriga ( As ruinas de Miróbriga representam um dos mais marcantes vestígios da ocupação dos Romanos no Sudoeste de Portugal. Foi classificada de Imóvel Interesse Público, em 1940. A cidade romana estende-se por cerca de 2 km, com ruínas de edifícios, ruas pavimentadas, hipódromo, termas, uma ponte e um fórum).. Visitei o Moinho da Quintinha (Desde 1982 que a Autarquia, mantém o moinho a funcionar. Sempre que as condições climatéricas permitem, os visitantes podem observar o processo de moagem tradicional dos cereais).

Conheci, o Parque Urbano do Rio da Figueira  (um parque situado no centro da cidade, onde podemos fazer piqueniques, descansar, respirar ar puro e com piscina acessível a todos, durante o verão).

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Visitei o Museu Municipal,(situado no centro da cidade e que, funcionou como cadeia até à construção do novo tribunal, em 1968). É super interessante, a visita a uma cela preservada da antiga cadeia, ver também, a reconstituição de uma cozinha alentejana, o quarto rural, a barbearia e alfaiataria e uma antiga sala da escola primária que podemos visitar no andar superior do Museu. 

Temos o Auditório Municipal António Chainho, sendo na minha opinião, a agenda cultural no concelho um pouco escassa, mas ainda é possivel esporádicamente, assistir a um bom filme, peça de teatro ou exposição! Está aliás a decorrer de momento, o Encontro Internacional de Jazz " Além Tejo", com espectáculos em vários locais do concelho e com um cartaz apelativo. Parabéns pela iniciativa e a todos aqueles que investem na cultura, como a Associação Ajagato, que desde 1988 não deixa o teatro morrer no Alentejo. Parabéns e muito sucesso, pelo fantástico projeto Litoral EmCena, (do qual faz parte o meu amigo Tomás Porto, dos melhores artistas, que já vi, viver a personagem), que criou uma programação de teatro em Sines e Santiago do Cacém para 2021 e 2022, onde estão planeados cerca de 100 espetáculos, que vão passar por Vila Nova de Santo André, Santiago do Cacém e Sines e estarão presentes também, em zonas mais rurais do concelho, com teatro em sala e na rua, exposições, workshops e masterclasses. 

 

Várias personalidades a nível cultural aqui nasceram ou viveram, como o escritor Manuel da Fonseca, o guitarrista António Chainho. ou o 4º Conde de Avillez, proprietário do primeiro automóvel que entrou em Portugal, em 1895 e que por coincidência, fiquei a conhecer hoje, a sua história (ao cruzar-me com esta placa, colocada no edificio, que serviu de garagem, para este Panhard & Levassor).

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Na caminhada até ao castelo, fiquei a conhecer também, " A Rota por Cerromaior", criada pela Câmara Municipal, esta rota é uma visita, à vida de Manuel da Fonseca e da sua obra literária Cerromaior, onde o autor, fala sobre esta cidade que o viu nascer.

Será uma obra a ler, certamente.

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 " A manhã rompia do alto sobre a planície escura. Contra o céu, já de um azul vivo, recortavam-se as muralhas do Castelo." Manuel da Fonseca, in Cerromaior.

 

Iniciei o meu passeio, junto a Miróbriga e deixou-me tão triste, o local estar quase deserto, que nem entrei (Da próxima vez, organizo uma visita guiada...).

Depois, segui viagem, parando apenas para avistar o castelo lá do outro lado e tirar mais umas fotografias. Estacionei e subi a pé, por ruas e ruelas, até ao Castelo, ia tão entusiasmada, que na volta.... andei às voltas!!! 

Visitei, " O Jardim da Tapada do Palácio dos Condes de Avillez", que tem uma vista previlegiada sobre a cidade e espaços verdes que convidam a sentar, apenas para ouvir os pássaros, ou subir  um pequena torre com vista linda para a cidade, para o castelo e jardim...

A arquitectura, edifícios históricos, uns remodelados, outros esquecidos, as poucas pessoas que passavam, na sua caminhada, admirados de ver alguém a tirar fotografias... Onde deixaste a tua nave?  Atrevo-me a dizer, que lamentávelmente, era a única turista a passear por ali. 

Espero que agora, que estamos a voltar à normalidade, sejam postos os olhos nesta maravilha de Portugal e seja dinamizada toda a àrea envolvente ao castelo, que já imaginava, (enquanto passeava, com a companhia dos gatos esfomeados que por ali habitam), cheia de vida, música e artistas de rua. Feira Medieval e miradouros atrativos, onde poderiamos degustar um Gin da região e até uns enchidos de porco preto. Isso traria vida aos residentes, mais comércio e locais de lazer e desporto, com uma vista de tirar a respiração.

Talvez o fato de dentro do castelo, existir apenas um cemitério, desmotive a muitos a visita à zona, mas enquanto por ali caminhava, nem me lembrei disso. Até porque, assustam-me muitos mais os vivos, do que os mortos. 

Não esquecendo que o castelo é um edifício classificado como Monumento Nacional desde 1910 e que conta mais de 850 anos de História.

Pensava eu, que Santiago não tinha muito, para visitar e nem tive tempo de chegar ao Jardim da Quinta do Chafariz, que deixo para outra oportunidade!

 

Estou rendida, aos encantos desta cidade alentejana 

 

 

 

 

https://www.cm-santiagocacem.pt/municipio/historia/

http://www.patrimoniocultural.gov.pt/pt/museus-e-monumentos/rede-portuguesa/m/museu-municipal-de-santiago-do-cacem/

https://www.amtc.pt/index.php?oid=2168&op=all

https://www.cm-santiagocacem.pt/autarquia/equipamentos-municipais/moinho-municipal-da-quintinha/

https://www.visitalentejo.pt/pt/o-alentejo/natureza/percursos-transalentejo/santiago-do-cacem/

https://www.gatosa.net/

 

Luxo

 

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Fizeram-nos acreditar, que luxo era o raro, o caro, tudo aquilo que parece inalcançável.

Agora, damo-nos conta, que luxo são as pequenas coisas que não sabíamos valorizar...

Luxo é ter saúde, passar longe do hospital, passear junto ao mar, contemplar o nascer do sol.

Luxo é sair à rua sem máscara, reunir com familiares e amigos. 

Luxo são os olhares, os sorrisos, os abraços e beijos...

Luxo é a capacidade de amar...

Luxo é estar vivo!!!

 

                             

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Black Pig Gin - Vila do Gin

Gostaria de partilhar convosco, um dos projectos mais interessantes que nasceu, nos últimos tempos, aqui pelo Alentejo. 

 

 https://fotos.web.sapo.io/i/G3017083d/22176423_oDhIF.jpeg

 

O Black Pig - Vila do Gin é o primeiro parque Temático de Gin, que existe no mundo e fica em Vila Nova de Santo André, no concelho de Santiago do Cacém.

Conhecido internacionalmente, é hoje, o Gin mais premiado na Europa e melhor... 100% Português!!

A Vila tem actividades para adultos (que podem visitar a destilaria e acompanhar todo o processo de produção) e para crianças (com safaris para conhecer os animais da quinta). 

No showroom Black Pig pode degustar o Gin, com maracujá será o meu de eleição, mas pode beber muitas outras coisas, um mojito de morango ou maracujá por ex., ao som de boa música ambiente e um pôr de sol à altura do local... e.... E terá que lá ir para saber mais... 

Um dia, certamente bem passado em família e não menos importante, apoiar o que é nacional.

Parabéns e muito sucesso 

 

 

 

https://blackpig.pt/

https://www.facebook.com/ginblackpig/

 

 

Sushi

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Lamento mas não vou partilhar receitas ou técnicas xpto de Sushi...

Sim é preciso muita técnica, já o tentei fazer em casa, não saiu mal, mas continuo a preferir degustar esta maravilha da cozinha Japonesa já prontinha. 

O Sushi está na moda, em qualquer rua de qualquer cidade, existe pelo menos um restaurante Japonês.

Do tradicional, Sushi de Fusão, ou Híbrido, a lá carte, buffet ou rodízio. Há para todos os gostos e carteiras! Particularmente, gosto do Sushi de Fusão, as combinações de sabores e apresentação são mais ousadas e despertam os sentidos. O sushi tradicional... é aquilo que é... sem surpresas... Mas nunca recuso uma peça de sashimi e começo a salivar só de pensar. 😋 

É preciso aprender a gostar de Sushi e confesso demorei, mas é amor para a vida toda!! 

Fui conhecer a sua origem...

"  Como quase todas as boas e duradouras invenções da humanidade, o sushi foi inventado quase que por acaso, a partir de um problema que precisava ser resolvido: a conservação dos peixes.

Seguindo as técnicas desenvolvidas no Sudeste Asiático, a cabeça e as vísceras do animal eram retiradas, os filés do peixe cru eram salgados e acondicionados em um barril de madeira com camadas de arroz cozido entre eles. Com a fermentação natural do arroz, ocorria a liberação de ácido láctico, o que azedava o peixe e garantia sua conservação. O longo processo de armazenamento (de 1 a 3 anos), porém, tornava o arroz impróprio para consumo e somente o peixe era aproveitado.

Quando foi introduzida no Japão, no século VII, essa técnica sofreu uma pequena modificação: a utilização de pedras para prensar o peixe cru e o arroz. Assim foi criado o tipo de sushi Narezushi, que tinha o odor e sabor fortes como características. Um exemplo atual desse tipo de sushi é o Funazushi, feito com a carpa..."

 

A técnica foi sofrendo inúmeras alterações, ao longo dos tempos até se ter tornado no fenómeno mundial que é atualmente.

 

Sayonara 🥢

 

 

https://atelierdosushi.pt/2018/07/11/a-historia-do-sushi/

Onde não existe reciprocidade

Eu acredito, que em todas as relações na nossa vida, deve existir reciprocidade, seja pessoal ou profissionalmente, seja na família, nas relações ou nas amizades.

Nunca a relação interpessoal foi tão complexa como atualmente, sinto que as pessoas estão desnutridas de sentimentos e valores e por mais que tente (muitas vezes forçosamente), criar empatia com alguém, continua a ser dificil, mas vou tentando...

Estas situações consomem-nos, tempo e energia, desgastam-nos, deixam-nos inseguros e muitas vezes, queremos tanto algo, que quase nos obrigamos a continuar a conviver, com alguém que não demonstra, nem retríbui da mesma maneira e aí, colocamos em causa, quem somos, ou se somos bons o suficiente.

Não creio que ninguém, esteja mal, simplesmente somos todos diferentes e por mais que gostemos do outro, sabemos que não falamos a mesma língua, nem vivemos no mesmo mundo!!!

Existe quem se conecte, à distância dum olhar, outros simplesmente, não encaixam. Existe quem nos faz sentir "em casa" no primeiro encontro e quem passa uma vida, sem nos conhecer verdadeiramente... 

Tratar as pessoas como eu gostaria de ser tratada é o modelo que tento seguir na minha vida, mesmo que me achem uma totó 

 

Fui ler, sobre reciprocidade e os seus imensos benefícios;

 Influencia o comportamento das pessoas

 Ajuda na evolução e crescimento de todos

 Melhora os relacionamentos interpessoais

 Contribui para a construção de um mundo melhor

 Torna a vida mais leve

 

https://www.ibccoaching.com.br/portal/comportamento/o-que-e-reciprocidade-quais-os-beneficios-vida-pessoal-profissional/

 

 

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Não se demore, onde não existir reciprocidade!!!!

 

 

A minha vida deu um livro

Just Mo

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Durante o meu processo, de autoconhecimento, senti a necessidade de dessarrumar algumas gavetas da minha vida, aquelas que sempre preferi esquecer, mas que são chave fundamental, nesta etapa da minha existência. Escrevo também, na esperança (e se algum dia partilhar estas páginas com o mundo), que sirva de motivação para alguém em alguma altura da sua vida. Muitos dos livros que leio, aparecem por acaso na minha frente e acrescentam alguma coisa no momento certo, que me motiva a fazer e ser melhor.

Mesmo que ninguém leia a minha história, enriqueci neste regresso ao passado, partilho com os meus amigos e familiares próximos e desejo que um dia e com mais maturidade, o meu filho, conheça verdadeiramente a mãe que tem e que se orgulhe disso.

" Não se nasce mulher, torna-se mulher" 

Simone de Beauvoir

 

 

 

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